Após passar umas boas horas no Katsuō-ji, eu queria conhecer um pouco de Osaka à noite. Ao mesmo tempo em que eu queria sair explorando tudo pela cidade, também não queria enfiar mil lugares no roteiro. Alguns lugares eu deixei para uma próxima oportunidade, como o Castelo de Osaka e alguns templos e bairros.
Aproveitei para fazer as coisas com mais calma. Conhecer lojinhas, andar sem muita pressa e fazer umas compras. Tive que me controlar bastante, porque tem muita coisa legal pra comprar por lá, e eu amei demais as roupas.
O primeiro lugar que fui para ver a atmosfera noturna de Osaka foi Dōtonbori, o coração mais iluminado e caótico da cidade. Um lugar de letreiros gigantes, comida, movimento e luzes refletidas no canal. Foi legal ver toda aquela energia meio doida de perto. É bem movimentado, então fiquei um tempinho por ali só observando o movimento e absorvendo aquela loucura toda.
No meio do fervo, entrei em algumas lojinhas e acabei me enfiando em uma Pop Mart. Minha sorte foi que a loja já estava fechando, porque, se não, eu provavelmente teria ido à falência. A coleção de Halloween do Hirono estava sensacional e eu queria ter comprado vários. Fora as outras coleções lindas dele que estavam por lá. E só de pensar que os preços no Japão são bem mais baratos do que os que encontro por aqui, dá até vontade de chorar por não ter levado nenhuma blind box para contar história.
Na parte da comida, Osaka é muito famosa pelo okonomiyaki, e eu dei sorte de encontrar um restaurante vegano que servia o prato. Fica a dica do Vegan and Gluten Free Osaka THE SECONDROOM, em Umeda, que é especializado em versões totalmente veganas e sem glúten de pratos clássicos de Osaka.
Meus pés já estavam pedindo socorro, nesse dia andei mais de 20 mil passos. Mesmo assim, eu queria muito conhecer o Shinsekai, um bairro tradicional de Osaka conhecido pelas ruas movimentadas, letreiros coloridos, restaurantes populares e pela icônica torre Tsūtenkaku. É uma região com uma atmosfera mais local e descontraída. Fiquei andando pelas ruazinhas, entrando aqui e ali e admirando toda aquela explosão de luzes.
Cansada, exausta, mas muito feliz de estar vivendo tudo aquilo.
No dia seguinte, peguei o Shinkansen, o famoso trem-bala, rumo a Tóquio.
Eu ainda teria algumas horinhas em Osaka antes de voltar para a Polônia no fim da viagem, então fui conhecer rapidinho o Namba Yasaka Shrine, comi um ramen por ali e depois segui para o aeroporto.
Nesse último dia em Osaka, queria ter aproveitado muito mais, mas eu estava emocionalmente abalada. Estava profundamente triste por ir embora, e isso acabou afetando meu ânimo de tentar aproveitar aqueles últimos momentos. Doideira, né? Como um lugar pode deixar marcas tão profundas na gente.
Osaka é uma cidade que vale a pena explorar com calma e conhecer também os lugares que ficam nos arredores. Eu sei que um dia vou voltar. E, dessa vez, quero deixar ainda mais espaço no roteiro para simplesmente andar por aí e explorar muito mais.























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