A leitura de outubro para o Entreblogs foi O Ato Criativo: Uma Forma de Ser, do produtor musical Rick Rubin, um livro que propõe uma reflexão sobre criatividade e sobre como podemos encontrar inspiração nas coisas mais simples do cotidiano. A ideia é que ser criativo não se resume a produzir alguma coisa, mas também tem a ver com a maneira como observamos o mundo, prestamos atenção ao que acontece ao nosso redor e nos conectamos com aquilo que existe dentro da gente.
Comecei a leitura gostando bastante e encontrei algumas sacadas muito interessantes, daquelas que fazem a gente parar por um instante e pensar: nossa, nunca tinha olhado por esse lado. Mas, conforme fui avançando, o livro começou a ficar um pouco gratiluz demais pro meu gosto. kkkk Me peguei revirando os olhos várias vezes com algumas passagens e exemplos usados pelo autor, tipo a história do apêndice que o diga. Em determinado momento, senti que algumas ideias poderiam ter sido desenvolvidas de um jeito menos místico e mais pé no chão.
A criatividade é um aspecto fundamental do ser humano. É um direito nosso de nascença. E é para todos nós.
No fim, acabei não gostando tanto quanto imaginei que gostaria quando comecei, embora tenha encontrado algumas reflexões que valem a pena guardar. Mas passei raiva em muitas outras. Acho que foi uma leitura da qual aproveitei algumas coisas, mas que também me fez perceber que nem toda filosofia sobre criatividade precisa fazer sentido pra gente. Não tem uma receita secreta que serve pra todo mundo. O processo criativo de cada um é muito pessoal.
.✦ ݁˖ Leituras de julho .✦ ݁˖
Em um hotel à beira-mar, Phoebe chega sozinha e acaba cruzando o caminho de uma noiva que está prestes a realizar o casamento dos sonhos. O encontro inesperado entre as duas dá início a uma história sobre recomeços, relações humanas e as surpresas que a vida pode reservar quando tudo parece dar errado.
Fiquei chocada, porque nunca imaginei que fosse gostar tanto desse livro. No começo, achei apenas razoável, mas, conforme fui me aprofundando na história, comecei a me sentir cada vez mais conectada aos personagens. Apesar de algumas partes serem um pouco clichês, achei o livro extremamente envolvente e divertido em alguns momentos, enquanto em outros foi de partir o coração. No geral, gostei muito da leitura!
. .✦ ݁˖ Leituras de agosto .✦ ݁˖
Nesse livro, Tsukuru tenta entender por que seus quatro amigos mais próximos romperam repentinamente todos os laços com ele na juventude. Anos depois, ele decide confrontar o passado em busca de respostas, embarcando em uma jornada sobre amizade, identidade, solidão e as marcas que as perdas deixam em nós.
Mais um romance do Murakami que me destruiu. A dor da perda em todas as suas nuances. Que livro profundamente triste!
O detetive Kurt Wallander investiga o desaparecimento de uma corretora imobiliária na Suécia e acaba se envolvendo em uma trama complexa que mistura crime, política e conspirações internacionais. Aos poucos, o caso revela conexões inesperadas e perigosas, colocando em risco muito mais do que parecia à primeira vista.
Gosto muito da série do detetive Wallander, tanto nos livros quanto na série sueca, então comecei a leitura bem animada. No início, estava gostando bastante, mas, conforme fui avançando, achei a história cada vez mais cansativa. É um livro longo e, infelizmente, acabou não me prendendo tanto quanto eu esperava. Uma pena, porque gosto muito do personagem e tinha expectativas maiores para essa leitura! Gostei bastante dos dois primeiros livros.
Uma jovem recebe a oportunidade de visitar um mercado mágico onde é possível encontrar diferentes versões de sua vida e descobrir qual delas poderia lhe trazer felicidade. Entre escolhas, sonhos e possibilidades, a história mistura fantasia e reflexões sobre o que realmente significa ter uma vida feliz.
Uma leitura de fantasia aconchegante. Queria poder dizer que amei esse livro, mas achei apenas razoável. Minha cabeça se distraía com frequência durante a leitura, e senti que algumas partes poderiam ter sido mais aprofundadas.
Um jovem carteiro descobre que tem pouco tempo de vida e recebe uma proposta misteriosa: em troca de mais um dia, algo do mundo precisa desaparecer. Ao longo dessa jornada, ele reflete sobre perdas, memórias, relacionamentos e as pequenas coisas que dão sentido à vida.
O livro traz uma reflexão interessante sobre as coisas que realmente importam na vida. A parte sobre o gatinho Cabbage foi a minha favorita!
Uma reflexão sobre o feminismo a partir de experiências pessoais e situações do cotidiano da autora, discutindo como as desigualdades de gênero são construídas e perpetuadas pela sociedade. O ensaio defende a importância de repensarmos as expectativas impostas às mulheres e aos homens para construirmos um mundo mais igualitário.
Um ensaio curto e cheio de reflexões. Passei praticamente a leitura inteira concordando com a cabeça, porque muitas das questões levantadas conversaram diretamente com as minhas próprias experiências e convicções. No entanto, algumas escolhas de linguagem me incomodaram por reforçarem uma visão heteronormativa e cisnormativa, especialmente pela exclusão das mulheres trans dessa discussão. Senti falta de uma abordagem mais inclusiva, que reconhecesse que o feminismo precisa contemplar todas as mulheres.
Essa foi a minha primeira leitura da Banana Yoshimoto e preciso dizer que gostei muito! A escrita e a maneira como ela conta histórias são extremamente envolventes e cativantes. Me vi completamente imersa nos contos de cada capítulo dessa coletânea, cada um único à sua maneira. Com certeza quero ler mais obras da autora!
Em agosto também comecei a ler os mangas de Apothecary Diaries. Até agora li os 4 primeiros volumes, mas tô pensando em trocar, começar os novels... vamos ver!
Algum desses livros também estão na sua lista de leituras?








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